Grooming em relações adultas: quando o cuidado vira controle

 Grooming em relações adultas: quando o cuidado vira controle
Jornal a Borda

Por muito tempo associado apenas a crianças e adolescentes, o grooming também ocorre em relações entre adultos e pode causar sérios danos à saúde psicológica e física. Trata-se de um processo de aliciamento emocional em que o cuidado aparente se transforma, aos poucos, em controle e manipulação.

O que é grooming em relações adultas?

No contexto adulto, o grooming acontece quando uma pessoa constrói uma relação baseada em confiança, afeto e dependência emocional para, posteriormente, exercer poder sobre o outro. O agressor costuma se apresentar como alguém extremamente atencioso e protetor, usando esse comportamento para justificar controle, ciúme excessivo e isolamento.

Como o grooming se manifesta

O processo é gradual e geralmente inclui:
• Excesso de atenção e idealização no início da relação;
• Tentativas de afastar a vítima de amigos e familiares;
• Controle disfarçado de cuidado sobre rotina, aparência ou decisões;
• Desvalorização emocional e culpa constante.

Essas práticas abrem caminho para o abuso psicológico, muitas vezes difícil de identificar por não envolver violência física direta.

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Impactos na saúde mental e física

As consequências do grooming vão além do sofrimento emocional. Entre os efeitos mais comuns estão:
• Ansiedade, depressão e baixa autoestima;
• Insônia e alterações no apetite;
• Dores físicas recorrentes e fadiga;
• Queda da imunidade e adoecimento relacionado ao estresse.

O corpo reage ao estresse prolongado, mantendo-se em estado de alerta constante.

Quando o cuidado deixa de ser amor

Em relações marcadas por grooming, o autocuidado costuma ser comprometido. A vítima pode abandonar atividades que lhe davam prazer, negligenciar a própria saúde e sentir culpa ao priorizar a si mesma.

Relações saudáveis fortalecem a autonomia, o respeito e o bem-estar. Quando o cuidado machuca, controla ou silencia, não é amor, é abuso.

Reconhecer os sinais é o primeiro passo para buscar ajuda e romper ciclos de violência emocional.

 

dudaacip

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