Cursos de medicina podem ser punidos por resultados ruins no Enamed

 Cursos de medicina podem ser punidos por resultados ruins no Enamed
Jornal a Borda

A qualidade dos cursos de medicina do Brasil está para ser colocada em cheque. Na última segunda-feira (19), os ministérios da Educação (MEC) e da Saúde divulgaram os resultados do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), prova que busca avaliar a qualidade na formação dos profissionais de medicina do país, e 99 cursos devem sofrer punições por apresentaram resultados insatisfatórios.

Pelo fato do Enamed 2025 ter sido o primeiro a ser realizado, as punições serão gradativas e valerão até a próxima edição da prova. As punições, no entanto, não serão imediatas; os cursos com notas ruins terão 30 dias para apresentar justificativas para os resultados.

De acordo com o MEC, cursos que tiraram nota 1 e tiveram apenas 30% dos alunos com proficiência adequada serão proibidos de aumentar a quantidade de vagas, terão suspensão do Fies e novos alunos não poderão ingressar no curso no ano seguinte. Caso a nota tenha sido 1, mas até 40% dos alunos apresentaram proficiência adequada, os cursos terão as mesmas punições, mas poderão ofertar metade das vagas previamente ofertadas no ano letivo anterior.

O diferencial para os cursos que obtiveram uma nota 2 e apresentaram até 50% dos alunos com proficiência adequada é de que deverão ofertar 25% menos vagas. Já aqueles que obtiveram nota 2 e até 59,9% de proficiência adequada serão proibidos de aumentar o número de vagas.

É preciso destacar que as notas do Enamed vão de 1 a 5, semelhante ao Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), e têm o objetivo de mostrar o percentual de alunos que atingiram o nível de proficiência adequado em cada curso.

Outra medida que os ministérios da Saúde e da Educação também pretendem adotar é exigir que o resultado do Enamed conste nos diplomas dos alunos, mas tal projeto precisa ser avaliado e aprovado pelo Congresso Nacional primeiro. Em declaração, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que tais ações devem incentivar uma reestruturação e melhora dos cursos de medicina. “Nós queremos que a instituição [com nota baixa] corrija o que precisa ser corrigido e melhore.”

Pedro Ferro

Graduado em Jornalismo pela Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP). Cursando desenvolvimento de roteiro na Cásper Líbero. Jornalista, redator, editor de vídeos, podcaster.

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