A relação invisível entre notificações de celular e ansiedade
Pode até não parecer, mas as notificações do seu celular geram ansiedade, independentemente se é uma notificação de trabalho, rede social ou mensagem. Em estudo publicado neste ano pela Universidade de Rio Verde, foi revelado que a espera por notificações ativa os mesmos “circuitos” do cérebro ligados à recompensa. Ou seja, quando recebemos uma notificação, há uma descarga momentânea de dopamina no cérebro, mas, quando não recebemos nada, ficamos frustrados e/ou tristes.
A pesquisa ainda revela que a ansiedade pelas notificações afeta as relações interpessoais do indivíduo, o qual pode optar por ficar conectado no celular em detrimento da família, dos amigos e até mesmo do trabalho e escola. Um dos pesquisadores, o psicólogo Marcos Eduardo, afirma que o simples som da notificação interfere na produtividade do trabalhador ou estudante e acaba desencadeando uma sensação maior de ansiedade e frustração. “Essa quebra de pensamento compromete o rendimento no trabalho e nos estudos, aumentando o estresse e a sensação de sobrecarga mental”.
Além de ansiedade e frustração, segundo relatório global divulgado pela Microsoft, as constantes notificações podem provocar distúrbios no sono e sensação de estresse constante, pois a pessoa está frequentemente antecipando o alerta e, com isso, “se agarrando” ao celular. Ainda segundo o relatório, tais sensações e emoções perduram nos momentos de lazer da pessoa, criando um desgaste físico e mental ainda mais intenso.
De acordo com ambos os estudos, o ideal para lidar com a ansiedade e estresse causado pelas constantes notificações seria separar determinados momentos do dia para se afastar ou desligar o celular. Em outras situações, usar o modo cinza, ativar o modo avião e programar um tempo específico de uso do aparelho. Quanto menos tempo se preocupando com o que pode aparecer no celular, mais tempo cada pessoa terá para se concentrar em seus afazeres e em se aperfeiçoar.